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No que seria melhor ou pior se o golpe de 64 não tivesse acontecido?

A pergunta é interessante e abre uma vários questionamentos que esse artigo da revista SuperInteressante abordou muito bem.

 

E se... o golpe de 1964 não tivesse acontecido?

por Mariana Iwakura

Uma coisa é certa: sem as duas décadas de governo militar, de 1964 a 1985, um Brasil completamente diferente teria se desenvolvido. Há quem diga que as mudanças seriam para pior. “Os revolucionários salvaram o Brasil de se tornar uma grande Cuba, amargando o destino ruim dos países-satélites da antiga União Soviética”, diz o coronel Manuel Cambeses Júnior, da Escola Superior de Guerra. Mas mesmo quem não apoiou o golpe reconhece que, em 1964, o Brasil vivia um momento político tenso e que a esquerda também preparava uma tomada do poder. “Havia dois golpes em marcha. O de Jango obrigaria o Congresso a aprovar um pacote de reformas e mudanças na sucessão presidencial”, escreveu o jornalista Elio Gaspari no livro A Ditadura Envergonhada.

Mas há uma corrente de historiadores que acredita que o país estaria bem mais avançado hoje se o governo de João Goulart não fosse interrompido. As reformas a que Elio Gaspari se refere são as chamadas reformas de base – como a agrária e a educacional . “Se colocadas em prática, elas poderiam ter alavancado o desenvolvimento do país”, diz o historiador Joel Rufino dos Santos, da UFRJ.

Outro argumento de quem defende que o Brasil estaria mais avançado hoje é o insucesso da políticaeconômica implantada pelos militares. Apoiada em empréstimos estrangeiros que financiavam obras gigantes como a hidrelétrica de Itaipu, a economia nacional viveu um período de bonança conhecido como “milagre econômico”. Mas, assim como as obras, os gastos também eram monumentais e nossa dívida externa cresceu 1 500% entre 1964 e 1978. Jango, ao contrário, queria investir na criação de uma indústria nacionalista, espalhada pelo país e protecionista (o Estado teria maior presença nos rumos daeconomia). “Ele teria criado condições para manter investimentos no Brasil e evitar o uso de mão-de-obra barata”, diz a historiadora Maria Aparecida de Aquino, da USP.

 

Sem tanta luta

Sem a ditaduramilitar, o Brasil poderia termenos problemas

Mudanças na cultura

Nossa produção cultural seria bem diferente. De um lado, não teríamos algumas das melhores músicas escritas durante a ditadura, como forma de protesto. Por outro, muitos artistas tiveram sua produção tolhida pela repressão. Geraldo Vandré, por exemplo, autor de “Pra Não Dizer que Não Falei de Flores” (que se tornou hino contra a ditadura), deixou o país e depois se afastou dos palcos. Sem o golpe, é possível que ele tivesse uma carreira mais prolífica

Brasil mais cabeça

Se a reforma educacional de Jango tivesse saído como planejada, nós teríamos índices de analfabetismo baixíssimos e uma universidade pública com investimentos sérios em pesquisas de ponta. “Poderíamos ser a vanguarda nas pesquisas científicas e ter até ganhadores do Prêmio Nobel”, diz Joel Rufino dos Santos

Moradia mais digna

Um dos grandes responsáveis pelo inchaço das grandes cidades foi o êxodo rural. Com a reforma agrária, esse problema seria atenuado. “O aspecto principal desse crescimento desordenado é a favelização”, diz Joel Rufino dos Santos. Teríamos, então, cidades menos miseráveis

Movimento Sem Tema

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra simplesmente não existiria. Pessoas que hoje dedicam sua vida à luta pela reforma agrária teriam uma vida bem diferente. É o caso de João Pedro Stédile, atual ideólogo do MST. Com a reforma agrária implementada, é possível que ele se dedicasse às pesquisas em economia, sua área de formação

Sem energia nuclear

Hoje, cerca de 40% da produção de eletricidade do estado do Rio de Janeiro sai da usina nuclear Angra I, cuja construção foi iniciada em 1972, durante o governo militar. O desenvolvimento da tecnologia foi iniciativa dos militares, em parceria com a Alemanha. Sem eles no poder, é bem possível ainda não tivéssemos dado nenhum passo nessa área

Muitas vozes

Com uma indústria mais forte e menos êxodo rural, todas as regiões do país se desenvolveriam. Assim, a grande imprensa não estaria concentrada no Sudeste, como hoje. Sem o golpe – e portanto com 20 anos a mais de democracia – é possível que tivéssemos uma diversificação maior de vozes na imprensa, com publicações de diferentes inclinações políticas

Triste a falta de coragem de tirar essa erva daninha

Você talvez diga: de novo esse vídeo??!! Prefiro postar de novo e relembrar o quanto o SEU e MEU silêncio deixam essa erva-daninha da política brasileira se espalhar no fértil terreno do aceita tudo. Todos quietos, felizes com sua vidinha bacana.

Ok, tenho o que comer, vestir, plano de saúde, então não estou preocupado comigo. Nossos irmãos brasileiros morrem por assassinos velados como esse Sarney, que suga o que pode dos cofres em lugar do dinheiro ir para saúde e outros setores. O papo é velho, o assunto calejado, mas mexer a bunda da cadeira é que anda mais complicado.

 

O meu país

(download)

Estou preparando as malas rumo ao Rio Grande do Sul, ao som de uma guitarra, tecendo esta milonga (música regional do  Pampa), na voz de um poeta gaudério, 'JOÃO DE ALMEIDA NETO', uma das melhores vozes do pampa.Divido por ser um alerta à Nação Brasileira.

Privataria PeTista

Se o PT usasse metade do dinheiro q está usando p/ promover o partido em horário nobre da Globo, daria para comprar muita comida e quem sabe brinquedos à pessoas carentes nesse Natal. Mas alguém está pagando essa dinheirada toda. Provavelmente algumas empresas favorecidas por obras. Enquanto isso educação e segurança continuam dados positivos apenas para mobilizar os partidários. O partido está se privatizando, tornando-se cada vez mais profissional, usando o marketing para promover sua marca. 

O ranking dos melhores deputados e senadores do Brasil

VEJA e o Núcleo de Estudos do Congresso, do Rio de Janeiro, avaliaram deputados federais e senadores, aferindo como eles se posicionam com palavras e votos em relação a questões vitais em tramitação nas duas casas legislativas. A seguir, os temas analisados e a classificação de cada parlamentar

Laurent Giraudou

Palácio do Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Brasília

Palácio do Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Brasília


Como medir a atuação de deputados e senadores em favor de um Brasil mais moderno e competitivo? Aferindo como eles se posicionam com palavras e votos em relação a questões vitais em tramitação nas duas casas legislativas. VEJA identificou oito grandes eixos, como aparecem abaixo. 

Infográfico: O ranking dos melhores deputados e senadores do Brasil

Os oito temas selecionados foram afetados em 2011 de alguma maneira no Congresso por 54 projetos de lei e medidas provisórias. Em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), VEJA classificou os deputados e senadores de acordo com o posicionamento deles em relação às proposições. Antes de envolver o Necon, com base em critérios próprios e nos levantamentos da Transparência Internacional, VEJA aplicou uma “cláusula de ética”, expurgando previamente da análise os parlamentares envolvidos em escândalos ou de reputação duvidosa. 

Os pesquisadores do Necon desenvolveram então o modelo de análise que permitiu classificar os parlamentares em um ranking. 

O primeiro passo foi selecionar as 54 proposições mais relevantes entre todas as centenas de medidas provisórias, projetos de leis ordinárias e complementares e propostas de emendas à Constituição que tramitaram no Congresso em 2011. Para ser considerada relevante para o estudo, a proposição, além do seu conteúdo, precisou ter sido votada ou sido objeto de pedido de urgência aprovado até setembro de 2011. Cada uma das 54 proposições foi, então, classificada como “favorável” ou “desfavorável”, de acordo com seu impacto positivo ou negativo sobre os oito grandes eixos definidos previamente.

O segundo passo foi selecionar as ações parlamentares que seriam aferidas. O Necon fixou-se em a) pareceres em relatoria; b) apresentação de emendas; c) posicionamento em votação nominal e d) pronunciamentos em plenário e comissões. Essas ações foram medidas em termos da frequência de sua ocorrência e de acordo com seu impacto favorável ou desfavorável aos oito grandes eixos modernizadores.

O Necon atribuiu diferentes pesos para essas atividades. Os pareceres têm peso 4, pois são a base da tomada de decisão; as emendas, peso 3, porque por meio delas o parlamentar pode  influenciar partes específicas do projeto. O voto em plenário tem peso 2, pois naquela fase o deputado ou senador, por fidelidade partidária, já não tem força individual para influenciar a matéria. Finalmente, os pronunciamentos têm peso 1, pela ineficiência da retórica nos atuais processos legislativos no Brasil. 

A posição que um parlamentar ocupa no ranking expressa, dessa forma, seu grau de ativismo legislativo a favor ou contra os oito temas centrais estabelecidos por VEJA. A escala vai de 0 a 10. Quanto maior a nota, melhor a posição do parlamentar  no ranking.

As quatro proposições abaixo exemplificam a montagem do ranking. 

1) Ganhou pontos o parlamentar cuja atuação favoreceu a aprovação da lei que determinou a fixação do salário mínimo (SM) por decreto presidencial. Abstraindo outras considerações secundárias, a nova lei permite ao Executivo um controle mais efetivo sobre sua gestão do gasto público, dado o impacto do valor do SM no déficit da Previdência e, por consequência, nas contas públicas.  

2) Ganhou pontos no ranking o parlamentar que ajudou a derrotar a Emenda 29, cujo texto recriaria a CPMF, o “imposto do cheque”, tributação que aumenta o custo de transação na economia, diminuindo a competitividade  e aumentando o “custo Brasil”.

3) Ganhou pontos o parlamentar que, mesmo derrotado, atuou contrariamente à aprovação do projeto do TAV, o  “trem-bala” que deverá ligar Campinas ao Rio de Janeiro. O projeto do TAV é um investimento caro que vai inibir gastos mais efetivos em infraestrutura que são urgentes: em metrôs e aeroportos.

4) Ganhou pontos o parlamentar cuja atividade contribuiu para a aprovação do cadastro positivo, medida que disciplina a formação e a consulta a bancos de dados com informações financeiras de pessoas e empresas, diminuindo o custo dos empréstimos para os bons pagadores.